quinta-feira, 18 de março de 2010

Show do Guns

Axl Rose: O líder do Guns N’ Roses engordou e não tem mais os cabelos do garoto que conquistou o mundo em 1988. Mas a atitude…

Difícil fazer uma crítica ao show do Guns N’ Roses no Parque Antártica, no último sábado, 13 de março. Se eu fosse um jornalista recém-chegado de Marte, sem nenhum envolvimento emocional com o assunto retratado, provavelmente seria muito fácil: eu comentaria apenas o lado técnico e esqueceria o resto. O problema é que não sou de Marte, sou fã e acompanhei toda a carreira do Guns N’ Roses, do início da fama à loucura de Axl Rose. E aí é mais complicado classificar o show apenas como ‘bom’ ou ‘ruim’.

Pensei nisso já na saída do estádio, quando encontrei amigos que me perguntaram ‘e aí, o que você achou?’. Há aqueles chatos que, quando alguém pergunta, ‘como vai?’, o cara realmente responde. Então eu acabei dizendo que ‘gostei’, mas há muito mais que isso, não? O show nunca é só bom ou ruim, ainda mais sendo um show do Guns N’ Roses.

A noite começou com o show de Sebastian Bach, ex-vocalista do Skid Row, já que perdi as duas bandas brasileiras que abriram a noite, o Rock Rocket (veja entrevista que fiz com o trio na TV Limão) e o Forgotten Boys. Sebastian Bach (’Tião’, como ele se auto-apelidou, vestindo uma camisa do Brasil com o carinhoso apelido brasileiro) já foi um dos maiores rockstars do planeta, no final dos anos 80, início dos 90. O Skid Row, assim como o Motley Crüe, Ratt, Bon Jovi, Guns ‘N’ Roses e mais meia dúzia de bandas americanas de hard rock, se revezavam no topo das paradas com canções melódicas, riffs de guitarra e vocalistas amados pelas garotas. Além da fama e das turnês mundiais, essa cena praticamente dominada pela cena de Los Angeles, mais especificamente a região de Sunset Boulevard, em Hollywood, tinha em comum um visual andrógino e exagerado, cheio de maquiagem e hairspray. Em São Paulo, isso era chamado de ‘poser’. No Rio, era ‘rock farofa’.

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